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STUDY TOUR OF JAPAN FOR EUROPEAN YOUTH 2008 [Concurso
de Ensaios]
Testemunho de Diogo Santos, participante do
programa deste ano

A despedida em Osaka
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A confraternizar em
Nara! |

Pavilhão Dourado
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No Palácio Imperial
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Almoço em Kyoto |

Cerimónia do chá em
Tokyo
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Vista para a cidade de
Tokyo |

Hotel com a Tokyo Tower
por trás
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Gueixas em Kyoto
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Shibuya, Tokyo
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Recepção no centro
Panasonic |

Foto com a família de
acolhimento em hiroshima |
"É
difícil para mim exprimir da forma apropriada muito do que senti
e experimentei durante esta viagem. O que de mais importante
dela auferi tem uma natureza puramente metafísica e é,
consequentemente, difícil de exprimir por palavras. Tendo isso
em conta, apresento aqui uma similaridade empírica o mais
aproximada possível mediante esta limitação. Quando apanhei o
avião para Tokyo em Frankfurt, pensava que podia prever em
linhas gerais o que me esperava. À medida que o avião sobrevoava
a imensidão russa folheei o programa ansioso. No entanto, por
muito que teorizasse como seria a visita a este ou outro local
estaria sempre longe de verdade. A organização do projecto e a
simpatia e diligência de todos os envolvidos deixar-me-ia sem
palavras. De facto, cada dia que passava suplantava a surpresa
do anterior numa maratona de eventos de todas as espécies.
Apesar de geograficamente limitada (culpa do tempo que sempre
avança…), a visita abarcou cidades e locais muito emblemáticos.
Arrisco dizer que para dez dias tivemos o mais bem escolhido
programa possível.
Aquando da chegada ao aeroporto de Narita, fomos recebidos pelo
senhor Santaro Sakata e pela senhora Michiyo Yokomizo que nos
reencaminharam, após as devidas apresentações, para o autocarro
que nos levaria ao hotel em Tokyo. A primeira “paragem” da
viagem. Ainda abalados pelo “jet lag”, tivemos a recepção no
hotel na qual os participantes se conheceram melhor entre si e
comunicaram, claro, com as diversas personalidades que lá se
deslocaram. Foi uma abordagem introdutória muito construtiva.
Nos dias seguintes vivemos um programa fulgurante: lições sobre
economia, política e relações internacionais, uma visita ao
palácio imperial e ao parlamento, o visionamento de teatro
tradicional japonês “Kabuki”, convívio com universitários,
participação em grupos de discussão, uma visita ao centro
Panasonic e um concerto de tambores Taiko foram só alguns dos
eventos que ocorreram. Gostaria certamente de aqui discorrer
sobre todos em pormenor, mas não me sendo isso possível dou um
quadro analítico geral.
O
programa da visita em Tokyo foi o versátil e variado. Tivemos
experiências que remetiam para o Japão tradicional, outras para
o moderno. Conhecemos pessoas interessantíssimas e tivemos
oportunidade de usufruir de tempo livre, o que nos permitiu
particularizar as nossas experiências na cidade. Os guias que
nos acompanharam tiveram uma presença diligente e muito humana.
Acompanharam-nos de forma construtiva solucionando ainda
quaisquer obstáculos ou perguntas inesperadas.
Apesar de não parecer óbvio, de tudo o que em Tokyo vivi o que
me marcou mais foi os vínculos informais que criei com diversas
pessoas. Foi a componente humana que elevou o tempo lá passado a
extraordinário.
A
capital japonesa causou em mim, diga-se, uma impressão muito
forte. Estava pela primeira vez, como adulto, numa verdadeira
metrópole. Os prédios infindáveis escondiam o horizonte e
permanentes “massas” de seres humanos calcorreavam
incansavelmente a rua. É natural pensar que numa cidade tão
grande e dinâmica se vivessem aqueles problemas que qualquer
ocidental associa à modernidade urbana. Uma boa dose de lixo,
uma segurança sempre “relativa” e um anonimato pouco cortês.
Comprovei exactamente o contrário, em Tokyo há muito pouco lixo,
muita segurança e civismo para além do que é minimamente
exigível. É fácil, num espaço assim, sentirmo-nos confortáveis.
Na
“segunda fase” do programa voámos para Hiroshima; começou assim
o “Home Stay”. Após um curto almoço as famílias respectivas
esperavam-nos no hotel. Para mim, esta foi uma das partes mais
interessantes da viagem. Conseguir apreender como é a vida num
lar japonês. Além dessa experiência, tive a oportunidade de
passear pela região, sempre com a agradável companhia dos meus
anfitriões. Fico feliz por poder dizer que continuo em contacto
com eles.
Depois do relaxante “Home Stay”, o museu da bomba atómica foi
algo de profundamente contrastante. O horror que é gritante em
determinadas partes do mesmo exige do visitante
impreterivelmente a consciência do que é uma catástrofe atómica.
O facto de a dimensão humana do museu ser a mais desenvolvida é
um apelo profundo e sincero à paz. Sei que cada visitante
relatará o que viu e o que sentiu perante tudo aquilo. E, desse
relato, sairá reforçada a vontade colectiva no sentido de um
mundo mais consensual e pacífico.
Depois dessa pesada experiência, fomos lançados para o explorar
da herança cultural e histórica japonesa, tão vívida em Kyoto e
Nara. Ao longo de dois dias visitámos templos, castelos, bairros
tradicionais ou simplesmente observamos como em relativamente
todo o lado existia uma atmosfera muito própria. É com poucas
palavras sobre este último passo que acabo esta exposição. É
delicado explanar a amplitude do que é experimentar tal esfera
do universo japonês.
Acabo, assim, realçando a importância do que é o traçar de
vínculos entre as diferentes nações do mundo através dos seus
povos. Dar uma face humana a realidades cartográficas é cimentar
um futuro de cooperação e amizade, é diluir preconceitos e
expandir o conceito moral de ser humano. Por tudo o que vivi e
aprendi fico eternamente grato."
Diogo Santos
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